Caros Amigos e Amigas,
O resultado das vendas de materiais de construção nas lojas em Janeiro esteve 7% abaixo de Dezembro de 2021.
Quando comparamos ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 9%.
Este resultado, demonstrando a tendência de queda iniciada no segundo semestre de 2021, tem como motivos a disparada de preços nos produtos (por conta de fatores como falta de matéria prima pelo colapso da logística internacional, somado a expressiva alteração no câmbio).
Apesar da redução do desemprego (de 13,5 % para 11,5%) com a geração líquida de 2 ,7 milhões de postos de trabalho em 2021, a renda média do brasileiro teve uma queda maior do que o esperado.
As preocupações do varejo estão ainda mais acentuadas pelos estoques elevados e descasados, fruto da entrega parcial que foi a tônica durante o ano passado além da necessidade de se aumentar os prazos para financiamento dos consumidores (a média hoje é de oito meses ao contrário dos tradicionais quatro).
Neste primeiro trimestre, infelizmente, são poucas as chances de se alterar o quadro pois caberá ao varejo recompor seus estoque adequando ao giro atual.
É um período preocupante : em Janeiro, o excesso de chuvas e aumento de impostos anuais como IPTU e IPVA assim como matrícula e material escolar são fatores que deixam o público consumidor um pouco mais distante de nossas lojas.
Já em Fevereiro teremos mais clareza sobre a pandemia .
Mas, até lá, a cautela afugenta o consumo.
Por isso acredito que em Março o setor se reestabeleça e se equilibre.
Todavia o ano tende a ser desafiador pois, também como previsto, claramente está havendo desaceleração nos preços com tendência até de recuo nos mesmos .
O faturamento das lojas no primeiro semestre de 2022 deverá ser 20% inferior ao mesmo período de 2021 mas a boa notícia é de que o PIB da construção civil subiu 7,6% em 2021 e as previsões para 2022 são positivas.
Em 2020 e 2021, por exemplo, o custo da mão de obra subiu 9,27% enquanto o de materiais de construção avançou 50,26% (dados do Sinapi).
Nesse momento que mais um ano se inicia em Fevereiro mesmo sem carnaval sugiro um olhar ainda mais atento ao fluxo de caixa
E, sem vírus e em ano eleitoral, a tendência é de aceleração do consumo.
Abraços,
Cláudio Conz


